quarta-feira, 19 de junho de 2013

Reunião do G8 termina tímida sobre a questão Síria

Encontro do G8 termina com cordial impasse sobre Síria

Os EUA e outras potências globais evitaram irritar a Rússia ao não mencionar na declaração final do encontro as questões mais contenciosas sobre a guerra civil na Síria

iG São Paulo |
Os EUA e os líderes das outras grandes nações industrializadas acomodaram suas diferenças sobre a Síria e a economia global em declarações que resumiram seu encontro anual de dois dias na Irlanda do Norte.

AP
Líderes do G8 deixam pódio após tirar foto em grupo na Irlanda do Norte

Na questão que dominou as negociações privadas do chamado G8, a piora da guerra regional na Síria , os líderes evitaram entrar em confronto com o presidente russo, Vladimir V. Putin, ao não mencionar em sua declaração as questões mais contenciosas que os distanciam dele. Entre elas estão o destino do presidente sírio, Bashar al-Assad, aliado da Rússia, em qualquer acordo de paz com os rebeldes.
Os líderes adotaram a ideia de manter negociações de paz em Genebra (Suíça) "assim que possível", algo que o premiê britânico, David Cameron, disse que estava "escapando" antes das discussões do G8. Segundo Cameron, a declaração do encontro indica aos partidários de Assad no Exército e nos serviços de segurança que eles têm um futuro sem ele. Desde seu início, em março de 2011, o conflito deixou ao menos 93 mil mortos , segundo a estimativa mais recente da ONU.
Ainda assim, nenhum cronograma foi mencionado para as negociações em Genebra, que provavelmente agora serão prorrogadas até o final de agosto ou setembro, de acordo com uma autoridade ocidental que falou sob condição de anonimato. Isso estimulou alguns temores de que Putin, que é um dos aliados mais importantes de Assad, está atuando para ganhar tempo - calculando que, até o final do verão (setembro, no Hemisfério Norte), uma oposição já fragmentada na Síria estará ainda mais enfraquecida por reveses militares.
A declaração do G8 detalhou um pouco mais como a transição para um novo governo na Síria funcionaria. Mas sua linguagem cautelosa e o fracasso em pedir a saída de Assad - o que Obama e alguns líderes europeus reivindicavam - destacaram o quanto Putin lutou pelo autocrata sírio apesar de estar em uma ampla desvantagem numérica nas discussões de segunda com os outros sete chefes de Estado.
Apesar de a Rússia ser o principal fornecedor de armas da Síria, Putin usou o jantar de deliberações na segunda para alertar contra os planos americanos de começar a enviar algumas armas leves e munições para os rebeldes sírios . Jogando com os temores de que entre os rebeldes há alguns extremistas alinhados à Al-Qaeda , Putin repetiu seu argumento de que a oposição não poderia formar um governo alternativo, de acordo com um diplomata ocidental que falou sob condição de anonimato.
Apesar disso, as conclusões do encontro fez um apelo implícito para que os partidários leais a Assad o abandonem ao sugerir que poderiam sobreviver depois de seu governo. Serviços públicos na Síria devem ser preservados em uma transição, disse o comunicado, e "isso inclui as forças militares e os serviços de segurança".
A declaração condenou o uso de armas químicas na Síria mas, novamente em deferência a Putin, não culpou Assad por usá-las contra os rebeldes, como americanos, britânicos e franceses alegam. O documento pede uma "investigação objetiva sobre as informações de uso de armas químicas", apesar de os EUA , França e Reino Unido terem afirmado ter fortes evidências do uso de armas químicas.
*Com New York Times
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